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segunda-feira, 19 de maio de 2014

9 pessoas com superbactéria estão isoladas em hospital de Montes Claros

9 pessoas com superbactéria estão isoladas em hospital de Montes Claros

Sete não apresentam sintomas da KPC e duas estão sendo tratadas.
Bactéria está presente no intestino; não há riscos para pessoas saudáveis.

 Autoridades de saúde de Montes Claros (MG) concederam uma coletiva nesta sexta-feira (24) para falar sobre as medidas que o município está tomando após onze pessoas, que estavam no  Centro de Terapia Intensivo do Hospital Aroldo Tourinho, serem diagnosticadas com a superbactéria Klebsiella pneunoniae  (KPC).  A KPC já foi identificada em MG, SP, DF, GO e SC.

Segundo as informações da Secretaria de Saúde do Município, duas pessoas portadoras da KPC morreram, duas estão sendo tratadas e sete são portadoras da bactéria, mas não apresentam os sintomas.
Segundo especialistas, lavar as mãos é medida mais eficaz para evitar bactérias (Foto: Michelly Oda / G1) 
Segundo especialistas, lavar as mãos é medida mais
eficaz para evitar bactérias (Foto: Michelly Oda / G1)
“É provável que a bactéria tenha vindo para Montes Claros com algum paciente que esteve internado em outro município na qual ela já estava presente ou  que tenha surgido na cidade, após o uso indiscriminado de antibióticos”, conta a secretária de Saúde,  Ana Paula Nascimento.
A secretária de Saúde disse que, assim que o município foi notificado, convocou a Superintendência Estadual de Saúde, as Vigilâncias Municipal e Estadual, os Controles de Infecção dos hospitais da cidade e um infectologista para discutir as medidas para controlar a bactéria.  As principais ações, segundo Ana Paula Nascimento, são a conscientização da população de que a KPC está restrita ao ambiente hospitalar  e a intensificação dos procedimentos de higienização dentro das unidades de saúde.
Superbactéria KPC (Foto: G1)Superbactéria KPC (Foto: G1)
Saiba mais sobre a KPC
O consultor médico da Secretaria de Saúde,  Cláudio Henrique Rebelo, explica que a KPC faz parte da flora intestinal das pessoas e pode ser transmitida por meio do contato. As complicações ocorrem somente em casos de pacientes com baixa imunidade, como os que estão com câncer em estágio avançado ou passaram por transplantes.
“No organismo de uma pessoa saudável, a bactéria morre sozinha, a nossa preocupação é evitar que ela volte para o ambiente hospitalar. Quem veio a óbito com a KPC, provavelmente não morreu da KPC, era um paciente muito debilitado, que morreria se pegasse uma gripe”, fala o médico.
Cláudio Henrique esclarece ainda que os sintomas da KPC são comuns como outros de quaisquer bactérias. Ao entrar na corrente sanguínea, a superbactéria pode causar febre alta, pneumonia e formação de pus, por exemplo. A dificuldade, segundo o especialista, é que os antibióticos que fazem efeito na maioria dos casos, não combatem à KPC.
Para o tratamento são utilizados os chamados “remédios de segunda linha”, que são restritos ao uso hospitalar. Daí a terminologia “superbactéria”, usada para organismos que apresentam padrão de resistência diferenciado.
Sem motivos para alarde
Ainda segundo o consultor médico, os pacientes podem ficar seguros quanto à segurança do Hospital Aroldo Tourinho. “A unidade de saúde detectou a KPC, isso significa que o sistema de vigilância está funcionando tão bem que foi capaz de detectar a presença de uma bactéria que até então não existia.”
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as duas pessoas que morreram no Aroldo Tourinho são uma idosa e uma mulher adulta, ambos faleceram na primeira quinzena de janeiro.  Os demais pacientes permanecem isolados, isso quer dizer que há um controle nas visitas recebidas por eles e a aumento da vigilância das normas de segurança, que já eram utilizadas.
De acordo com administradora do Aroldo Tourinho, 9 pessoas permanecem isoladas no hospital (Foto: Michelly Oda / G1) 
De acordo com administradora do Aroldo Tourinho,
9 pessoas permanecem isoladas no hospital
(Foto: Michelly Oda / G1)
A administradora do hospital, Adriana Paculdino, explica que após a unidade detectar a bactéria, a confirmação precisa ser feita em um laboratório credenciado. O resultado saiu em dezembro de 2013. De acordo com ela, não há previsão de alta para os pacientes diagnosticados com a KPC, já que eles estão em tratamento por conta do quadro clínico que as levou à internação.
“É uma situação que atinge outros hospitais do país, estamos nos baseando em medidas recomendadas pela Anvisa e pelo Serviço de Infecção Hospitalar, com apoio das Vigilância Municipal e Estadual. A situação está controlada e a população pode ficar tranquila. Estamos intensificando a conscientização de nossos funcionários e dos visitantes  quanto à higienização, que desde sempre faz parte da conduta do Aroldo Tourinho.”

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