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sábado, 24 de janeiro de 2015

Tabagismo



Tabagismo

 
No Brasil, a cada ano, 200 mil pessoas morrem vítimas do tabagismo. São 23 mortes por hora. As substâncias tóxicas do cigarro são as culpadas por cerca de 85% dos óbitos causados por bronquite crônica e enfisema pulmonar, 90% dos casos de câncer no pulmão e de 30% das mortes causadas por outros tipos de câncer. É hora de parar de fumar e procurar ajuda especializada. Leia o artigo da pneumologista Roseliane Araújo e tome uma atitude.
Guia de saúde-thumbs“O vicio de fumar cigarro ou qualquer outro derivado do tabaco afeta diretamente a saúde e é a principal causa de morte evitável no mundo. O tabagismo gera dependência química e psicológica e é um fator de risco direto para mais de 50 doenças, entre elas, as doenças cardiovasculares, respiratórias e as neoplasias. Além de isolar cada vez mais o fumante do convívio social, o tabagismo foi incluído na classificação mundial de doenças, como causador de transtornos mentais e comportamentais. Seu potencial de dependência pode ser comparado ao de drogas ilícitas, como a cocaína e a heroína.
São aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas presentes no cigarro e em seus derivados, que se dividem em toxinas da fase gasosa e toxinas da fase particulada. Na fase gasosa destacam-se: a amônia, as cetonas, o formaldeído, o acetaldeído e a acroleína. Já na fase particulada, as principais toxinas presentes são: o alcatrão e a nicotina. A queima do cigarro libera também o monóxido de carbono, que é uma substância capaz de diminuir o oxigênio do sangue. No pulmão, as substâncias citadas anteriormente, como as cetonas, os aldeídos, as acroleínas e as partículas que ficam em suspensão devido a queima do cigarro, levam à bronquite, ao enfisema pulmonar e ao câncer de pulmão.
A indústria do tabaco, desde 1960, sabe que a nicotina presente no cigarro é altamente viciante e é a grande responsável pelos efeitos nocivos no coração e nos vasos sanguíneos de quem fuma. A nicotina tem ação vasoconstrictora, isto é, diminui o calibre das veias e das artérias, além de causar alteração no metabolismo do colesterol, que diminui o HDL (colesterol bom) e aumenta o LDL (colesterol ruim). Portanto, o fumante está muito mais sujeito ao Infarto do Miocárdio, ao Acidente Vascular Cerebral(AVC), às Tromboses e a uma doença inflamatória nos vasos, chamada Tromboangeíte Obliterante, que pode evoluir para a necessidade de amputação de membros do corpo. A nicotina, que é também cancerígena, é responsável por vários tipos diferentes de tumores malignos. Entre eles, destacam-se os cânceres de pulmão, de boca, de laringe, de faringe, do esôfago, do pâncreas, do rim, da bexiga, do colo do útero, do estômago e do fígado.
Depois que o indivíduo inala a nicotina, ela entra (através dos pulmões) diretamente na corrente sanguínea e se liga aos receptores cerebrais, liberando neurotransmissores chamados de endorfinas e de dopaminas, responsáveis pelo prazer que o individuo sente. Passado algum tempo, quando os níveis de nicotina começam a cair, diminui também a quantidade desses neurotransmissores, o que gera um desejo intenso de fumar novamente, para obter mais endorfinas e dopaminas. É nesse momento que se estabelece o ciclo vicioso do tabagismo.
Alcatrão é um termo usado para definir um conjunto de partículas sólidas orgânicas e inorgânicas que são absorvidas pelo fumante quando o cigarro é aceso. Entre seus compostos encontram-se 43 substâncias cancerígenas, como por exemplo: Arsênico, Polônio 210, Carbono 14, DDT, Níquel, Chumbo, Benzopireno, Cádmio, Dibenzoacridina, Nitrosaminas, Formaldeído e Acroleínas. No entanto, a maior parte das substâncias tóxicas dos cigarros está sob a forma gasosa. Isso signifi ca que, cigarros com especifi cação em sua embalagem de menor teor de alcatrão não são mais seguros para a saúde, pois além do alcatrão eles contém vários outros produtos tóxicos e cancerígenos.
Charuto e cachimbo não são tragados, porém as substâncias tóxicas da fumaça são absorvidas pela mucosa da boca, levando principalmente ao desenvolvimento de cânceres de boca, de esôfago e do pâncreas. Fumar um charuto equivale a consumir de 5 a 10 cigarros. Dois charutos por dia aumentam o risco em duas vezes para o câncer bucal e em seis vezes para os cânceres de laringe e de esôfago.
Existem três razões que levam uma pessoa a fumar: a dependência química da nicotina, o prazer e o hábito. Parar de fumar nem sempre é possível apenas pelo desejo. A dependência química pode ser tratada com medicamento para aliviar os sintomas da falta da droga, a chamada síndrome de abstinência. O prazer e o hábito podem ser controlados com orientações específicas de especialistas para auxiliar o fumante a deixar o vício.
Historicamente a mulher se tornou mais propensa ao tabagismo ao acumular o posto de dona de casa com o estressado mercado de trabalho e por adquirir hábitos semelhantes aos do homem. Paralelo a isso, fumar era tido como charmoso e estava associado ao glamour e à independência da mulher moderna. Só há muito pouco tempo, o costume de fumar adquiriu características de segregação social e se tornou deselegante.
Os benefícios de abandonar o cigarro são inúmeros. A saúde agradece imediatamente e de forma constante e contínua a longo prazo. Além disso, parar de fumar melhora a auto-estima, propicia mais qualidade de vida, amplo convívio social e liberdade. Há ainda benefícios estéticos para a pele, cabelos e dentes. A curto prazo podemos destacar que, em cerca de 20 minutos depois de deixar o cigarro, a pressão arterial e os batimentos cardíacos retornam ao normal. Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no organismo se normalizam e em aproximadamente 24 horas ocorre uma redução do risco de ataques cardíacos. Com três dias sem fumar, a pessoa já sente um relaxamento dos brônquios e um aumento da capacidade respiratória; e entre duas e 12 semanas, a circulação sanguínea do indivíduo já apresenta melhoras significativas. Com menos de nove meses de abandono do cigarro, o ex fumante já é capaz de perceber uma redução de tosses, infecções e melhora da capacidade respiratória. Em um ano, a redução do risco de doença coronariana chega a 50%. A longo prazo, o ex-fumante que abandonou o vício há mais de 10 anos tem o risco de doença coronariana igual ao de quem nunca fumou. Assim como a pessoa que está sem fumar há mais de 15 anos tem o risco de desenvolver um câncer próximo ao de quem nunca colocou cigarro algum à boca.
A maioria dos fumantes atuais quer parar de fumar, muitos já tentaram várias vezes sem sucesso. É possível identificar os motivos que levam a pessoa a fumar, o seu tipo e o seu grau de dependência e propor um tratamento individualizado, com o apoio de uma equipe multiprofissional especializada. A base do tratamento do fumante é a abordagem cognitiva comportamental, quando o individuo desenvolve estratégias e posturas diante do desafio de parar de fumar. Ao mesmo tempo, o médico e a equipe avaliam a necessidade de suporte medicamentoso, orientação nutricional e acompanhamento psicológico. Os medicamentos são apenas parte do processo e visam diminuir os sintomas desagradáveis da retirada da nicotina (síndrome de abstinência). Em alguns casos, sequer há necessidade deles. O importante é estabelecer um tratamento individualizado, de forma a atender as necessidades de cada paciente, minimizando os sintomas da abstinência e reforçando a auto-estima do individuo. Assim, pode ser mais fácil dizer adeus definitivamente ao vício de fumar”.

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